Catarina Montenegro
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A arte do gamanço

Austin Kleon



Um livro leve, rápido e cheio de pequenas chaves.
É daqueles que abre portas sem fazer barulho — simples, direto e impossível de não acabar.



⭐ A ARTE DO GAMANÇO — Reflexão

A Arte do Gamanço é provavelmente o livro mais fácil que já li — e, ainda assim, um dos que mais impulso traz.
Austin Kleon desmonta a criatividade com humor e simplicidade, mostrando que “roubar como um artista” não é copiar ninguém, mas sim aprender a observar melhor: o que funciona, o que nos inspira, o que faz sentido com quem somos.

É um livro cheio de frases que fazem acender pequenas lâmpadas.
Não exige tempo nem esforço — o que exige é disponibilidade para agir.
É por isso que funciona: dá-nos caminhos claros, ideias rápidas e uma visão descomplicada sobre como criar, começar ou simplesmente dar o próximo passo.

É quase um suplemento criativo:
leve, nutritivo e acessível a qualquer pessoa.


📌 Passagens que me marcaram

Páginas 55

“O melhor conselho não é escrever sobre o que conhece, mas sobre o que gosta. Escreva o tipo de história que mais lhe agrada: escreva o livro que quer ler. Este princípio aplica-se também à sua vida e à sua carreira. Sempre que se vir perdido quanto ao rumo a seguir, pergunte-se: «Qual daria a melhor histório?»”

Páginas 61 e 62

"Apesar de adorar o meu computador, acho que os computadores nos privaram do sentimento de estarmos mesmo a fazer coisas. Em vez disso, limitamo-nos a premir teclas e a clicar nos botões do rato. É por isso que o chamado trabalho do conhecimento parece tão abstrato. O artista Stanley Donwood, responsável por toda a arte gráfica nos álbuns dos Radiohead, defende que os computadores nos alienam porque interpõem uma superfície de vidro entre nós e o que quer que esteja a acontecer.

«Nunca consegues verdadeiramente tocar em nada do que fazes a menos que o imprimas», refere Donwood.

Experimente observar pessoas ao computador. Ficam tão quietas, tão imóveis. Não é necessário um estudo científico (e existem uns quantos) para perceber que passar o dia inteiro ao computador o está a matar - e a matar o seu trabalho. Precisamos de nos mexer, de sentir que fazemos alguma coisa com o nosso corpo, não somente com a nossa cabeça.

Procure maneiras de envolver o corpo no trabalho. Os circuitos nervosos não são vias de sentido único; o corpo consegue dizer tanto ao cérebro quanto o cérebro ao corpo. Conhece a expressão «fazer por fazer»? Essa é a melhor parte do trabalho criativo: se começarmos simplesmente a fazer, se dedilharmos uma guitarra, se reorganizarmos post-its numa mesa de reuniões ou começarmos a moldar barro, o movimento dá o empurrão necessário para pôr o cérebro a pensar."

Página 116

"Quando era mais novo, escrevia muitas cartas aos meus heróis e tive a sorte de receber respostas de vários deles. Mas acabei por perceber que o problema das cartas dos fãs é que há uma pressão intrínseca para que o destinatário lhes responda. Muitas vezes, quando escrevemos aos nossos ídolos, andamos em busca de bênção ou de aceitação. E como diz o meu amigo Hugh MacLeod: «A melhor maneira de obter aprovação é não precisar dela.»"


⭐ O que este livro significa para mim

Este livro deu-me algo simples, e que gosto tanto: impulso. É daqueles livros que não nos pedem muito, mas devolvem-nos energia.

Mostrou-me que a criatividade não é um talento distante, é um processo. É observar, recolher, transformar. É pegar no que já existe e torná-lo nosso. E isso, para quem trabalha de forma criativa todos os dias, é uma visão libertadora, que tira peso.

Senti que este livro fala diretamente para quem se sente cansado, bloqueado ou sem tempo: ele dá permissão para recomeçar pequeno, mas recomeçar.

É por isso que o recomendo a quem diz “não tenho paciência para ler”. Se não se conseguir ler este, então é difícil acreditar que outro resulte. E, no entanto, apesar de ser leve, é útil, quase uma mão nas costas.

Transmite que a criatividade pode ser simples. E às vezes, é exatamente isso que precisamos ouvir. É um livro que dá segurança e outoconfiança para agir.



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©CatarinaMontenegro, 2026