Catarina Montenegro
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A biologia da crença

Bruce H. Lipton



Um livro científico, claro e surpreendentemente acessível. Mostra como a biologia é muito mais dinâmica do que pensamos. Um livro sobre células, crenças, ambiente e a relação invisível entre todas elas.



⭐ A BIOLOGIA DA CRENÇA — Reflexão

Gostei muito deste livro. É bastante científico e explica com clareza como funcionam as células, os seus mecanismos e a forma como respondem ao ambiente.
O autor faz ainda um paralelismo entre biologia, física quântica e consciência, questionando os limites da ciência tradicional e o modo como continua presa a modelos exclusivamente newtonianos.

Enquanto o lia, lembro-me de imaginar cada célula como uma pequena “pessoa”, com vida própria — e de perceber que dentro de cada um de nós existe um universo inteiro em movimento.
O livro mostra-nos como pensamentos, crenças e perceções têm impacto na nossa biologia, e como energia e matéria estão mais ligadas do que normalmente acreditamos.

Foi uma leitura que me abriu a consciência para olhar o corpo, a mente e o universo de outra forma: mais integrada, mais curiosa, mais consciente.


📌 Passagens que me marcaram

Páginas 30 e 31

“Os pensamentos positivos têm um efeito profundo no comportamento e nos genes, mas apenas quando estão em harmonia com a programação subconsciente.
E os pensamentos negativos têm um efeito igualmente poderoso.
Quando reconhecemos que estas crenças positivas e negativas controlam a nossa biologia, podemos usar esse conhecimento para criar vidas plenas de saúde e felicidade.”

Página 119

“O Universo é um todo uno, indivisível e dinâmico, no qual a energia e a matéria estão tão profundamente ligadas que é impossível considerá-las elementos independentes.”

Páginas 100 e 101

“Quando compreendi como funcionavam as PIM, tive de concluir que as operações celulares são moldadas sobretudo pela sua interação com o ambiente, e não pelo seu código genético. Não há dúvida de que os diagramas de ADN armazenados no núcleo são moléculas notáveis, que foram acumuladas ao longo de mais de três mil milhões de anos de evolução. Mas, por muito notáveis que sejam estes diagramas de ADN, eles não «controlam» as operações ocorridas na célula. Logicamente, os genes não podem pré-programar a vida de uma célula ou organismo porque a sobrevivência da célula depende da capacidade de se ajustar dinamicamente a um ambiente em constante mutação.
A função da membrana de interagir de forma «inteligente» com o ambiente para provocar um comportamento torna-o o verdadeiro cérebro da célula. Façamos à membrana o mesmo teste «cerebral» que fizemos ao núcleo. Quando destruímos a sua membrana, a célula morre tal como o leitor morreria se lhe tirassem o cérebro. Mesmo que se deixe a membrana intacta, destruindo apenas as suas proteínas receptoras, o que pode ser feito com facilidade em laboratório com enzimas digestivas, a célula fica em «morte cerebral». Este estado de coma é revelado pelo facto de deixar de receber os sinais ambientais necessários para a sua operação. A célula fica ainda em coma quando as proteínas receptoras da membrana são deixadas intactas e as suas proteínas efectoras são imobilizadas.”

Páginas 142 e 143

“Quando abandonei a minha ideia de sermos matéria inerte, percebi não apenas que a ciência da carreira que escolhera estava desatualizada como também que precisava de promover mais interferência construtiva na minha própria vida. Necessitava de uma afinação pessoal baseada na física quântica! Em vez de me centrar em criar energias harmónicas, estava a passar ao lado da vida, desperdiçando energia irrefletidamente. Isto era o equivalente a aquecer uma casa em pleno Inverno ao mesmo tempo que deixava as portas e as janelas abertas. Comecei a fechar essas portas e janelas, examinando cuidadosamente onde estava a desperdiçar a minha energia. Foi fácil fechar algumas delas. Por exemplo, foi fácil livrar-me de atividades consumidoras de energia como as festas entediantes da faculdade. Foi mais difícil libertar-me do pensamento derrotista consumidor de energia a que habitualmente me entregava.
O pensamento pode consumir energia como a corrida de uma maratona, como veremos no capítulo seguinte.
Precisava de uma afinação quântica. E o mesmo se aplica, como deixei claro, à biomedicina. Mas, como disse, estamos a meio de uma mudança muito lenta na medicina, instigada pelos consumidores que procuram, em número recorde, praticantes de medicina complementar. Custou, mas a revolução biológica quântica já está perto. A classe médica acabará por ser arrastada, meio a gritar e espernear, para a revolução quântica no seu pleno.”


⭐ O que este livro significa para mim

Este livro deu-me uma perspetiva nova sobre algo que sempre senti distante. A biologia e o funcionamento celular pareciam-me mundos separados, técnicos, quase inacessíveis. Aqui, tudo ganhou continuidade.

Percebi que as células não são apenas estruturas microscópicas: são unidades vivas, sensíveis ao ambiente, cada uma com características e funções próprias. Essa ideia aproximou-me da biologia de uma forma que nunca tinha experienciado. A noção de que existem padrões, respostas e “comportamentos” a acontecer dentro de nós, em permanência, deu-me uma visão completamente diferente do corpo humano.

Este livro ajudou-me a olhar para o corpo como um sistema integrado, e não como partes isoladas. Fez-me entender que existe uma ligação constante entre aquilo que pensamos, o que acreditamos, o ambiente onde vivemos e a forma como o organismo responde. E isso abre espaço para uma compreensão mais livre e curiosa do que somos.

O impacto para mim foi este: deixou de ser tudo distante, complexo ou “de outra área”.
Passei a ver a biologia como algo vivo, ligado, contínuo — do microscópico ao que somos no todo.
E isso dá muito que pensar.



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©CatarinaMontenegro, 2026